
07/03/2025
Legislação
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Um dia após os servidores do Banco Central decidirem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de 1º de abril, a autoridade monetária disse ter planos de contingência para assegurar o funcionamento dos serviços essenciais para a sociedade, como o Pix.
"O Banco Central esclarece que tem planos de contingência para manter o funcionamento dos sistemas críticos para a população, os mercados e as operações das instituições reguladas, tais como STR [Sistema de Transferência de Reservas], Pix, Selic, entre outros", afirmou.
Segundo o Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), a lei de serviços essenciais será respeitada pelos servidores. Mas ressalta: "O Pix e diversas outras atividades do BC não estão nessa lei. Portanto, muitos atrasos ou interrupções poderão ocorrer".
Fontes do Palácio do Planalto ouvidas pela Folha após a aprovação da greve relataram temor de que a paralisação comprometa a atividade do BC —sobretudo as operações de câmbio e o Pix.
Em nota, o BC também disse reconhecer o direito dos servidores de promoverem manifestações organizadas e confiar na "histórica dedicação, qualidade e responsabilidade dos servidores e de seu compromisso com a instituição e com a sociedade".
A greve foi aprovada em assembleia na segunda-feira (28), com o apoio de cerca de 90% dos 1.300 servidores da ativa que participaram da deliberação, segundo sindicato.
Sem uma proposta oficial do governo, os funcionários do BC votaram a favor do recrudescimento da mobilização. Os servidores já vinham realizando paralisações diárias das 14h às 18h desde o dia 17 de março e atuando em operação-padrão.
A entidade também diz que as entregas de comissões tiveram início na segunda. "300 comissionados já entregaram suas comissões e esperamos chegar quarta (30) a 500 entregas (de um total de 1000 comissões, sendo 50% gerenciais e 50% de assessoramento)."
O movimento dos servidores do BC faz parte da mobilização nacional do funcionalismo público por reajuste salarial e reestruturação de carreira. A pressão começou após o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter acenado com aumento aos policiais federais, categoria que compõe sua base de apoio.